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Discurso de Gal Gadot prova que ela é realmente a nossa Mulher-Maravilha

Discurso de Gal Gadot prova que ela é realmente a nossa Mulher-Maravilha

Depois de um discurso fortíssimo de Oprah Winfrey no Globo de Ouro, que abriu a temporada de premiações de 2018, foi a vez de Gal Gadot discutir o assédio e a discriminação contra mulheres. Em texto emocionante, a atriz homenageada da noite fez um paralelo entre a vida real e “Mulher-Maravilha”.

Gal Gadot no Critics’ Choice Awards

No discurso, Gal conta que a heroína foi uma inspiração para ela. “A Mulher-Maravilha também tropeça nas próprias expectativas, fica confusa, insegura, não é perfeita. E é isso que a torna real”, disse a atriz, relembrando também que o filme foi um dos poucos dirigidos e protagonizados por mulheres no ano passado. Leia o discurso completo:

“Agradeço aos críticos por essa incrível honra e reconhecimento e também a minha amiga, minha irmã Patty [Jenkins, diretora de “Mulher Maravilha”] por suas lindas palavras. É incrível estar aqui em uma sala cheia de pessoas que gosto, respeito e admiro.

Ao longo da minha carreira, sempre me perguntaram qual seria meu papel dos sonhos. E era claro para mim que queria interpretar uma mulher forte e independente – uma mulher real. A ironia é que, depois, fui escalada como ‘Mulher Maravilha’ e todas essas qualidades que eu buscava, encontrei nela. Ela tem um coração enorme, força e compaixão. Enxerga as coisas erradas que precisam mudar. Ela se move enquanto todos ao seu redor estão paralisados. Ela exige atenção do mundo. Fazendo isso, é um exemplo para a humanidade.

Discurso de Gal Gadot prova que ela é realmente a nossa Mulher-Maravilha

A Mulher-Maravilha também tropeça em suas expectativas, fica confusa, insegura e não é perfeita. E é isso que a torna real. Queríamos que ela fosse universal, uma inspiração para todaos ao redor do mundo e nosso plano era não exagerar na atenção ao fato de ela ser uma mulher. Todo o processo de criação desse filme me inspirou e espero que tenhamos inspirado outras pessoas.

Quando comecei a atuar, havia poucos filmes protagonizados por mulheres e ainda menos diretoras. Neste ano, três dos maiores filmes tinham personagens principais femininos e um deles foi dirigido pela minha incrível Parry Jenkins. Outros 8 filmes na lista dos 100 maiores foram dirigidos por mulheres. Então, embora estejamos progredindo, ainda há um longo caminho pela frente.

Patty acabou de me contar uma história. Uma pessoa disse para ela que seu filho de 3 anos de idade assistiu ao filme e, no final, disse: ‘quando crescer, quero ser mulher’. Como artistas e produtores, acredito que nosso trabalho não é apenas entreter, temos o dever de inspirar e ensinar respeito e amor.

Nos últimos meses, tenho visto um movimento em nossa indústria e sociedade e quero dividir este prêmio com todas as mulheres e homens que lutam pelo que é correto, que lutam por aqueles que não têm voz. Minha promessa a todos vocês é que nunca serei silenciada e que vamos continuar a nos unir para progredir. Muito, muito obrigada.”

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